Amazônia
Até agora, a floresta amazônica não tem sofrido um aumento de temperatura significativo. Entretanto, alguns modelos mostram que a região amazônica deverá sofrer, até 2100, um aumento de temperatura que varia de 4 a 8º C e decréscimo de 15 a 20% na pluviosidade (cenário A2 do IPCC). Num cenário mais brando (B2), a temperatura até 2100 aumentará em 3 a 5º C e haverá uma diminuição de 5 a 15% na incidência de chuva.
Os possíveis impactos a recair sobre o bioma amazônico são: alta frequência de secas na Amazônia Oriental, aumento nos eventos chuvosos extremos na Amazônia Oriental, perdas nos ecossistemas, floresta e biodiversidade. Os níveis mais baixos dos rios que compõe a bacia amazônica afetarão o transporte e comércio. Possíveis impactos também no transporte de umidade e chuva para o Sudeste brasileiro e na geração de hidroeletricidade desta região. As condições também serão mais favoráveis para o alastramento de queimadas, devido a redução da umidade da floresta.
As consequências indiretas dessa savanização da Amazônia seriam ainda maiores. Como essa floresta é o motor hidrológico que regula o regime de chuvas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, podem surgir períodos prolongados de seca nessas regiões, afetando toda a produção agrícola e de biocombustíveis.
Nordeste
Projeta-se que parte da região do semi-árido Nordestino poderá se tornar árida, em função da redução da pluviosidade e do aumento da temperatura da região. A recarga dos lençóis freáticos locais poderá ficar comprometida, possivelmente sofrendo uma redução de mais de 70% em sua capacidade de armazenamento.
Sudeste
No Sudeste, o aumento das chuvas previsto deverá ter impacto direto na agricultura, dando origem a inundações e deslizamentos de terra. Cidades como Rio de Janeiro e São Paulo deverão ser afetadas. Em longo prazo, a savanização da Amazônia poderá afetar a capacidade dela em fornecer umidade ao Sudeste, podendo haver uma reversão na tendência de aumento de pluviosidade na região Sudeste.